Por PEDRO LOPES
Não é novidade para ninguém: a Portuguesa, sempre que pode, gosta de criar uma intriga. Exemplos não faltam. Na fase final da Série B de 2005, Manuel da Lupa, presidente do clube, deixou nas entrelinhas que Santa Cruz e Náutico estariam sendo ajudados e apontou problemas na escalação dos árbitros. No ano passado, foram vários imbróglios. Logo no começo da temporada, uma polêmica besta com o São Paulo: o mandatário do Canindé chegou a afirmar que Juvenal Juvêncio tinha bebido umas doses a mais antes de dar uma declaração qualquer. Meses mais tarde, críticas duras ao assédio de vários clubes (entre eles, Santos, São Paulo e Cruzeiro) em cima de Edno, principal jogador do time. Nesta semana, a Portuguesa vem tentando mais uma vez entrar em uma guerra de bastidores. A bola da vez é o Santos, como você confere nas linhas abaixo.
Edno, mesmo depois do lance polêmico de Fabrício Carvalho, do pênalti inexistente para a Lusa no jogo de domingo e do gol mal anulado do Santos, resolveu destacar a questão do apito logo após o jogo contra o Marília. “Nós vamos para lá preparados para fazer uma grande partida. Mas é preciso ficar atento com tudo que acontece do lado de fora também. É preciso ficar atento com a arbitragem. Tenho certeza de que, entre o Santos e a Portuguesa, todo mundo vai preferir o Santos. Não podemos deixar isso acontecer”, declarou.
A resposta santista veio logo em seguida. Quem rebateu foi o porta-voz do time do Santos, Roberto Brum: “Eu não vou criticar o José Henrique de Carvalho (árbitro escolhido para o clássico) como alguns jogadores da Portuguesa já fizeram. Em vez de falarem do ótimo jogo que fizeram contra o Marília, usaram uma psicologia barata para forçar uma situação em relação a um jogo que nem começou”.
Fabiano Eller engrossou o discurso: “Quem teria de ficar com medo da arbitragem é o Santos, que foi prejudicado contra o Barueri. Todo mundo viu o gol que foi anulado de maneira errada na última partida. Já a Portuguesa teve o gol de mão na penúltima rodada. E ontem (domingo), contra o Marília, parece que houve um pênalti que não aconteceu.”
Alguns dizem que a Portuguesa faz isso para atrair a atenção da mídia. Talvez, mas não pretendo entrar nesse mérito, até porque aqui não é o espaço adequado para a discussão. O fato é que foi criado um clima desnecessário para o jogo de quinta. O árbitro já deve entrar pressionado, as torcidas devem encarar a partida como uma guerra e, como conseqüência disso tudo, algumas jogadas podem ser desleais. Volto a dizer: é, sim, um jogo importante, não uma guerra.
terça-feira, 31 de março de 2009
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PEDRINHO, VOCÊ É O MAAAIS FERA, HAHAHA! estou postando um comentário num blog do Santos, meu.. e eu já li esse blog mais que todos, né? mas nunca fiz nada obrigada, que fique claro. está ótimo, um post muito bom, mesmo. tchaau (:
ResponderExcluirAAACO VAMO PUXA SACO
ResponderExcluirQUE IDIOTA MEO CALA BOCA OLHA ISSO VO ATÉ MUDAR DE MÚSICA PERA AE