quarta-feira, 8 de abril de 2009

NOVO ENDEREÇO

E não é que o blog fez sucesso? Aí pintou o convite do Santista Roxo, e agora lá estamos!


www.blogsantista.com.br/falandodopeixao

Nossa nova casa, continue a nos prestigiar, abraço!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Ajoelhe-se para os Santos.

Por F. NORONHA

Sábado pode ser resumido em duas situações:
12:00 - "30 reais em um ingresso? Não dá. Se a gente for de ônibus, fica 92 reais o total...Sem condições, deixa pra próxima."
13:00 - "O quê? Carona? 20 mango só além do ingresso? Tô nessa, vambora! Carro de quem? Nem tu conhece? Dane-se, vamos sim, tô indo lá comprar meu ingresso!"

Domingo, em muitas.
Viajamos meio desacreditados, desfalcados de Fábio, que estava em Curitiba, e com a sensação de que estava difícil a vaga. Mas o clichê "Com o Santos onde e como ele estiver" se encaixava perfeitamente nesse caso. Independente da dificuldade, estávamos lá.
Durante a viagem, que já começou atrasada, pensamos que não daria tempo de chagar graças à demora dos caronas de São Paulo. Foi um momento tenso, mas pelo menos havia um sofá na estrada para descansarmos. Sim, sofá. Há coisas que só acontecem nas nossas viagens...
Descansados, partimos rumo à Campinas e supreendentemente a viagem durou menos de 3 horas. E ao chegar, estávamos perdidos, sim, mas com nossa habitual sorte passamos por 2 policiais que nos escoltaram até o estádio.
Lá, a tensão aumentou, primeiro porque quebrou o pau numa rua lateral, pela qual a torcida da Ponte tentou invadir nossa área reservada. Segundo, porque o sol estava pior que o centro de Santos ao meio-dia, e nem muitas cervejas melhoraram.
Estava chegando a hora...



Antes de entrar, ainda encrencaram com a mochila que levávamos. Bati um papo como Tenente da partida, que liberou a entrada, o que fez da mochila a única dentro do estádio.
Ao entrar, começa a emoção. Logo chegava a notícia, 1 a 0 Portuguesa. Desespero. Mas ainda dava. Chega outra: 2 a 0 Lusa. Desligado o radinho, pra não dar azar. E o Santos nada... GOOOOOOL! Primeira vibração do dia acompanhadaa de gritos de "FALTA UM VAMO VAMO SANTOOOOS". Intervalo.
Nesse momento, as informações chegavam totalmente erradas. Havia gente dizendo que já estava 2 a 1 no Canindé, com gol do Moraes pro Santo André. Loucura.
O Santos atrasando, todos tensos. Começa o segundo tem...ops, gol da Ponte. Ixi, mais um. Acabou. Eu olho pro Pedro e faço o sinal de que acabou, ele concorda. Mas claro que ninguém parou de gritar. Nessa hora, a torcida explodiu de vez. Na verdade não, mas deveria, afinal saía um gol do Santo André lá, mas ninguém avisou. Fomos descobrir que tinha sido 2 a 1 apenas já em São Paulo voltando.
Isso porque o Pedro estava com o radio ligado na orelha...
O tempo passava, nada acontecia. Só a torcida da Ponte gritando "ADO A ADO GUARANI FOI REBAIXADO", foi engraçado pelo menos.
Mas o nosso desespero aumentava.



Nessa hora começamos a ver gente já conformada com a eliminação. Mas a gente não. Pulando no alambrado, na arquibancada, correndo pra lá e pra cá (a arquibancada do Moisés é diferente, tem uma área plana). Mas nada de gol...ops, GOOOOOOOOL! Kléber Pereira empatava, explosão da torcida. Não comemorávamos tanto um gol desde o jogo com o Grêmio...
Nessa hora começamos a ver a emoção real. Gente parando de ver o jogo pra ajoelhar e rezar. Gente pulando loucamente nas grades. Acreditando, acima de tudo.
"VAI VAI VAI SANTOS SOCOU A BOLA PROFESSOR MARCA MAAAARCOU É PÊNALTIIIIIIIIIII", esse momento foi inacreditável. O pênalti foi mais comemorado que o gol em si. Sério, foi tocante a comoção com a marcação da falta. Gente rolando no chão. Rolando, acredite. Mais pessoas abandonaram a visão do jogo pra ajoelhar, rezar, e esperar a explosão da galera pra saber que era gol.
E explodiu. O gol foi mais um desabafo que outra coisa, não foi tão comemorado. Foi mais comum ver braços apontados ao céu do que gritos de gol. A vaga era nossa.
Acabou, Fábio Costa e o elenco pendurados na grade. Sem mais palavras, tudo valeu a pena.
A volta foi só comemoração.
O que importava, já havia acontecido.
Nós, estaremos na Vila sábado, no Palestra na semana seguinte.
Estamos vivos.
E agradecemos aos céus por isso. Como todos que lá estavam ajoelhados...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Anormal

Por F. NORONHA

Jogo em uma quinta-feira, às 15:45.
18 mil pagantes.
Vila lotada.
Setor Visa cheio.
A Portuguesa com torcida.
A social cantando.
Ingressos acabando antecipadamente.
Filas dando voltas no estádio.
Cambistas comprando ingressos, não vendendo.
Roupa social em vez de uniforme.
Chefes junto com seus empregados.
Cheerleaders gordas.
A torcida apoiando.


Fábio Costa fechando o gol.
E voltando a vibrar.
Rodrigo Souto dando lançamento preciso.
Roberto Brum marcando certo.
Eller sem fazer besteira.
Neymar apagado.
Kléber correndo.
Kléber dando carrinho.
Kléber fazendo gol depois de 11 jogos.
Kléber comemorando com emoção.
Kléber não ficou 15 vezes em impedimento.
Kléber não precisou chutar 10 bolas para uma entrar.
O elenco todo vibrando junto.


A torcida comemorando o gol como se fosse final.
O juiz não prejudicou.
O bandeirinha marcou impedimento inexistente em ataque da Portuguesa.
A saída do estádio teve congestionamento, em plena tarde de quinta.
A globo transmitiu um jogo do Santos.
Eu vi o jogo na Social.
Definitivamente, ontem não foi um dia normal.
E não poderia ser melhor.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O Amanhã

Por F. NORONHA

Amanhã é dia de mudar a rotina.
É dia de mentir, por mais errado que seja.
É dia de arriscar perder seu emprego.
É dia de falar pro chefe que vai ali ao banco e já volta.
E não voltar.
É dia de acordar doente.
Ou pelo menos passar ao mundo essa imagem.
É dia de acordar com o manto, sair com o manto, trabalhar com o manto.
E torcer para seu chefe acreditar que é só coincidência.
É dia de escolher em qual lugar você fica mais feliz.
Seria aqui?


Ou aqui?
É dia de ficar rouco.
E na sexta seu chefe acreditar que é consequência da doença da quinta.
É dia de não levar almoço pro trabalho, e dizer que tá sem fome, só quer comer um hot-dog depois.
E realmente comer, afinal é tradição na porta da Vila.
É dia de esquecer as responsabilidades, e seguir o amor.
Mas só incluir a namorada/esposa nesse amor se ela for santista. Senão é só mais uma qualquer rival.
É dia de ter fé.
E acreditar até o fim.
E olha que ainda é jogo de primeira fase, imagina quando chegar as finais...

(Felipe Noronha trabalha no IBGE, que fica no Mercado Municipal de Santos, e não só abandonará o emprego, como chegará atrasado na aula em São Bernardo, porém chegará muito feliz, ele sabe disso)