E não é que o blog fez sucesso? Aí pintou o convite do Santista Roxo, e agora lá estamos!
www.blogsantista.com.br/falandodopeixao
Nossa nova casa, continue a nos prestigiar, abraço!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
Ajoelhe-se para os Santos.
Por F. NORONHA
Sábado pode ser resumido em duas situações:
12:00 - "30 reais em um ingresso? Não dá. Se a gente for de ônibus, fica 92 reais o total...Sem condições, deixa pra próxima."
13:00 - "O quê? Carona? 20 mango só além do ingresso? Tô nessa, vambora! Carro de quem? Nem tu conhece? Dane-se, vamos sim, tô indo lá comprar meu ingresso!"
Domingo, em muitas.
Viajamos meio desacreditados, desfalcados de Fábio, que estava em Curitiba, e com a sensação de que estava difícil a vaga. Mas o clichê "Com o Santos onde e como ele estiver" se encaixava perfeitamente nesse caso. Independente da dificuldade, estávamos lá.
Durante a viagem, que já começou atrasada, pensamos que não daria tempo de chagar graças à demora dos caronas de São Paulo. Foi um momento tenso, mas pelo menos havia um sofá na estrada para descansarmos. Sim, sofá. Há coisas que só acontecem nas nossas viagens...
Descansados, partimos rumo à Campinas e supreendentemente a viagem durou menos de 3 horas. E ao chegar, estávamos perdidos, sim, mas com nossa habitual sorte passamos por 2 policiais que nos escoltaram até o estádio.
Lá, a tensão aumentou, primeiro porque quebrou o pau numa rua lateral, pela qual a torcida da Ponte tentou invadir nossa área reservada. Segundo, porque o sol estava pior que o centro de Santos ao meio-dia, e nem muitas cervejas melhoraram.
Estava chegando a hora...

Antes de entrar, ainda encrencaram com a mochila que levávamos. Bati um papo como Tenente da partida, que liberou a entrada, o que fez da mochila a única dentro do estádio.
Ao entrar, começa a emoção. Logo chegava a notícia, 1 a 0 Portuguesa. Desespero. Mas ainda dava. Chega outra: 2 a 0 Lusa. Desligado o radinho, pra não dar azar. E o Santos nada... GOOOOOOL! Primeira vibração do dia acompanhadaa de gritos de "FALTA UM VAMO VAMO SANTOOOOS". Intervalo.
Nesse momento, as informações chegavam totalmente erradas. Havia gente dizendo que já estava 2 a 1 no Canindé, com gol do Moraes pro Santo André. Loucura.
O Santos atrasando, todos tensos. Começa o segundo tem...ops, gol da Ponte. Ixi, mais um. Acabou. Eu olho pro Pedro e faço o sinal de que acabou, ele concorda. Mas claro que ninguém parou de gritar. Nessa hora, a torcida explodiu de vez. Na verdade não, mas deveria, afinal saía um gol do Santo André lá, mas ninguém avisou. Fomos descobrir que tinha sido 2 a 1 apenas já em São Paulo voltando.
Isso porque o Pedro estava com o radio ligado na orelha...
O tempo passava, nada acontecia. Só a torcida da Ponte gritando "ADO A ADO GUARANI FOI REBAIXADO", foi engraçado pelo menos.
Mas o nosso desespero aumentava.

Nessa hora começamos a ver gente já conformada com a eliminação. Mas a gente não. Pulando no alambrado, na arquibancada, correndo pra lá e pra cá (a arquibancada do Moisés é diferente, tem uma área plana). Mas nada de gol...ops, GOOOOOOOOL! Kléber Pereira empatava, explosão da torcida. Não comemorávamos tanto um gol desde o jogo com o Grêmio...
Nessa hora começamos a ver a emoção real. Gente parando de ver o jogo pra ajoelhar e rezar. Gente pulando loucamente nas grades. Acreditando, acima de tudo.
"VAI VAI VAI SANTOS SOCOU A BOLA PROFESSOR MARCA MAAAARCOU É PÊNALTIIIIIIIIIII", esse momento foi inacreditável. O pênalti foi mais comemorado que o gol em si. Sério, foi tocante a comoção com a marcação da falta. Gente rolando no chão. Rolando, acredite. Mais pessoas abandonaram a visão do jogo pra ajoelhar, rezar, e esperar a explosão da galera pra saber que era gol.
E explodiu. O gol foi mais um desabafo que outra coisa, não foi tão comemorado. Foi mais comum ver braços apontados ao céu do que gritos de gol. A vaga era nossa.
Acabou, Fábio Costa e o elenco pendurados na grade. Sem mais palavras, tudo valeu a pena.
A volta foi só comemoração.
O que importava, já havia acontecido.
Nós, estaremos na Vila sábado, no Palestra na semana seguinte.
Estamos vivos.
E agradecemos aos céus por isso. Como todos que lá estavam ajoelhados...
Sábado pode ser resumido em duas situações:
12:00 - "30 reais em um ingresso? Não dá. Se a gente for de ônibus, fica 92 reais o total...Sem condições, deixa pra próxima."
13:00 - "O quê? Carona? 20 mango só além do ingresso? Tô nessa, vambora! Carro de quem? Nem tu conhece? Dane-se, vamos sim, tô indo lá comprar meu ingresso!"
Domingo, em muitas.
Viajamos meio desacreditados, desfalcados de Fábio, que estava em Curitiba, e com a sensação de que estava difícil a vaga. Mas o clichê "Com o Santos onde e como ele estiver" se encaixava perfeitamente nesse caso. Independente da dificuldade, estávamos lá.
Durante a viagem, que já começou atrasada, pensamos que não daria tempo de chagar graças à demora dos caronas de São Paulo. Foi um momento tenso, mas pelo menos havia um sofá na estrada para descansarmos. Sim, sofá. Há coisas que só acontecem nas nossas viagens...
Descansados, partimos rumo à Campinas e supreendentemente a viagem durou menos de 3 horas. E ao chegar, estávamos perdidos, sim, mas com nossa habitual sorte passamos por 2 policiais que nos escoltaram até o estádio.
Lá, a tensão aumentou, primeiro porque quebrou o pau numa rua lateral, pela qual a torcida da Ponte tentou invadir nossa área reservada. Segundo, porque o sol estava pior que o centro de Santos ao meio-dia, e nem muitas cervejas melhoraram.
Estava chegando a hora...

Antes de entrar, ainda encrencaram com a mochila que levávamos. Bati um papo como Tenente da partida, que liberou a entrada, o que fez da mochila a única dentro do estádio.
Ao entrar, começa a emoção. Logo chegava a notícia, 1 a 0 Portuguesa. Desespero. Mas ainda dava. Chega outra: 2 a 0 Lusa. Desligado o radinho, pra não dar azar. E o Santos nada... GOOOOOOL! Primeira vibração do dia acompanhadaa de gritos de "FALTA UM VAMO VAMO SANTOOOOS". Intervalo.
Nesse momento, as informações chegavam totalmente erradas. Havia gente dizendo que já estava 2 a 1 no Canindé, com gol do Moraes pro Santo André. Loucura.
O Santos atrasando, todos tensos. Começa o segundo tem...ops, gol da Ponte. Ixi, mais um. Acabou. Eu olho pro Pedro e faço o sinal de que acabou, ele concorda. Mas claro que ninguém parou de gritar. Nessa hora, a torcida explodiu de vez. Na verdade não, mas deveria, afinal saía um gol do Santo André lá, mas ninguém avisou. Fomos descobrir que tinha sido 2 a 1 apenas já em São Paulo voltando.
Isso porque o Pedro estava com o radio ligado na orelha...
O tempo passava, nada acontecia. Só a torcida da Ponte gritando "ADO A ADO GUARANI FOI REBAIXADO", foi engraçado pelo menos.
Mas o nosso desespero aumentava.

Nessa hora começamos a ver gente já conformada com a eliminação. Mas a gente não. Pulando no alambrado, na arquibancada, correndo pra lá e pra cá (a arquibancada do Moisés é diferente, tem uma área plana). Mas nada de gol...ops, GOOOOOOOOL! Kléber Pereira empatava, explosão da torcida. Não comemorávamos tanto um gol desde o jogo com o Grêmio...
Nessa hora começamos a ver a emoção real. Gente parando de ver o jogo pra ajoelhar e rezar. Gente pulando loucamente nas grades. Acreditando, acima de tudo.
"VAI VAI VAI SANTOS SOCOU A BOLA PROFESSOR MARCA MAAAARCOU É PÊNALTIIIIIIIIIII", esse momento foi inacreditável. O pênalti foi mais comemorado que o gol em si. Sério, foi tocante a comoção com a marcação da falta. Gente rolando no chão. Rolando, acredite. Mais pessoas abandonaram a visão do jogo pra ajoelhar, rezar, e esperar a explosão da galera pra saber que era gol.
E explodiu. O gol foi mais um desabafo que outra coisa, não foi tão comemorado. Foi mais comum ver braços apontados ao céu do que gritos de gol. A vaga era nossa.
Acabou, Fábio Costa e o elenco pendurados na grade. Sem mais palavras, tudo valeu a pena.
A volta foi só comemoração.
O que importava, já havia acontecido.
Nós, estaremos na Vila sábado, no Palestra na semana seguinte.
Estamos vivos.
E agradecemos aos céus por isso. Como todos que lá estavam ajoelhados...
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Anormal
Por F. NORONHA
Jogo em uma quinta-feira, às 15:45.
18 mil pagantes.
Vila lotada.
Setor Visa cheio.
A Portuguesa com torcida.
A social cantando.
Ingressos acabando antecipadamente.
Filas dando voltas no estádio.
Cambistas comprando ingressos, não vendendo.
Roupa social em vez de uniforme.
Chefes junto com seus empregados.
Cheerleaders gordas.
A torcida apoiando.

Fábio Costa fechando o gol.
E voltando a vibrar.
Rodrigo Souto dando lançamento preciso.
Roberto Brum marcando certo.
Eller sem fazer besteira.
Neymar apagado.
Kléber correndo.
Kléber dando carrinho.
Kléber fazendo gol depois de 11 jogos.
Kléber comemorando com emoção.
Kléber não ficou 15 vezes em impedimento.
Kléber não precisou chutar 10 bolas para uma entrar.
O elenco todo vibrando junto.

A torcida comemorando o gol como se fosse final.
O juiz não prejudicou.
O bandeirinha marcou impedimento inexistente em ataque da Portuguesa.
A saída do estádio teve congestionamento, em plena tarde de quinta.
A globo transmitiu um jogo do Santos.
Eu vi o jogo na Social.
Definitivamente, ontem não foi um dia normal.
E não poderia ser melhor.
Jogo em uma quinta-feira, às 15:45.
18 mil pagantes.
Vila lotada.
Setor Visa cheio.
A Portuguesa com torcida.
A social cantando.
Ingressos acabando antecipadamente.
Filas dando voltas no estádio.
Cambistas comprando ingressos, não vendendo.
Roupa social em vez de uniforme.
Chefes junto com seus empregados.
Cheerleaders gordas.
A torcida apoiando.

Fábio Costa fechando o gol.
E voltando a vibrar.
Rodrigo Souto dando lançamento preciso.
Roberto Brum marcando certo.
Eller sem fazer besteira.
Neymar apagado.
Kléber correndo.
Kléber dando carrinho.
Kléber fazendo gol depois de 11 jogos.
Kléber comemorando com emoção.
Kléber não ficou 15 vezes em impedimento.
Kléber não precisou chutar 10 bolas para uma entrar.
O elenco todo vibrando junto.
A torcida comemorando o gol como se fosse final.
O juiz não prejudicou.
O bandeirinha marcou impedimento inexistente em ataque da Portuguesa.
A saída do estádio teve congestionamento, em plena tarde de quinta.
A globo transmitiu um jogo do Santos.
Eu vi o jogo na Social.
Definitivamente, ontem não foi um dia normal.
E não poderia ser melhor.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
O Amanhã
Por F. NORONHA
Amanhã é dia de mudar a rotina.
É dia de mentir, por mais errado que seja.
É dia de arriscar perder seu emprego.
É dia de falar pro chefe que vai ali ao banco e já volta.
E não voltar.
É dia de acordar doente.
Ou pelo menos passar ao mundo essa imagem.
É dia de acordar com o manto, sair com o manto, trabalhar com o manto.
E torcer para seu chefe acreditar que é só coincidência.
É dia de escolher em qual lugar você fica mais feliz.
Seria aqui?

Ou aqui?
É dia de ficar rouco.
E na sexta seu chefe acreditar que é consequência da doença da quinta.
É dia de não levar almoço pro trabalho, e dizer que tá sem fome, só quer comer um hot-dog depois.
E realmente comer, afinal é tradição na porta da Vila.
É dia de esquecer as responsabilidades, e seguir o amor.
Mas só incluir a namorada/esposa nesse amor se ela for santista. Senão é só mais uma qualquer rival.
É dia de ter fé.
E acreditar até o fim.
E olha que ainda é jogo de primeira fase, imagina quando chegar as finais...
(Felipe Noronha trabalha no IBGE, que fica no Mercado Municipal de Santos, e não só abandonará o emprego, como chegará atrasado na aula em São Bernardo, porém chegará muito feliz, ele sabe disso)
Amanhã é dia de mudar a rotina.
É dia de mentir, por mais errado que seja.
É dia de arriscar perder seu emprego.
É dia de falar pro chefe que vai ali ao banco e já volta.
E não voltar.
É dia de acordar doente.
Ou pelo menos passar ao mundo essa imagem.
É dia de acordar com o manto, sair com o manto, trabalhar com o manto.
E torcer para seu chefe acreditar que é só coincidência.
É dia de escolher em qual lugar você fica mais feliz.
Seria aqui?
Ou aqui?
É dia de ficar rouco.E na sexta seu chefe acreditar que é consequência da doença da quinta.
É dia de não levar almoço pro trabalho, e dizer que tá sem fome, só quer comer um hot-dog depois.
E realmente comer, afinal é tradição na porta da Vila.
É dia de esquecer as responsabilidades, e seguir o amor.
Mas só incluir a namorada/esposa nesse amor se ela for santista. Senão é só mais uma qualquer rival.
É dia de ter fé.
E acreditar até o fim.
E olha que ainda é jogo de primeira fase, imagina quando chegar as finais...
(Felipe Noronha trabalha no IBGE, que fica no Mercado Municipal de Santos, e não só abandonará o emprego, como chegará atrasado na aula em São Bernardo, porém chegará muito feliz, ele sabe disso)
terça-feira, 31 de março de 2009
Só dá Neymar!
Por PEDRO LOPES
Só dá ele! Neymar é notícia em todos os meios de comunicação. Desta vez, ganhou uma página na Placar, principal revista de futebol do Brasil. A reportagem, assinada por Thiago Bastos, traz alguns detalhes dos esforços que o Santos vem fazendo para melhorar o físico do garoto. Veja:
FORTALECIMENTO MUSCULAR
O atacante de 17 anos estreou em 17 de março pelos profissionais com boa atuação contra o Oeste, no Pacaembu. Arrebentou e atraiu a atenção de marcadores mais fortes. Para agüentar o tranco, recebe tratamento especial comandado pelo preparador físico Flávio de Oliveira, o fisiologista Rogério Neves e a nutricionista Sandra Merouço. O garoto precisa ganhar peso, força e explosão muscular.
SEM SOBRECARGA
O prodígio se alimenta com base em um cardápio especial, elaborado pelo clube, além de fazer um esforço para aprimorar seu físico. “Temos um trabalho voltado para educação alimentar, evitando a sobrecarga do treinamento e com reposição de energia após os trabalhos. Tudo junto com a musculação, para que ele aumente sua massa magra”, afirma Rogério Neves.
REGIME DE ENGORDA
Neymar faz refeições ricas em carboidratos bons, frutas e legumes. Fora isso, consome suplementos alimentares, antes e depois dos treinos e das partidas. O trabalho tem dado resultado. O garoto está com 57 kg, 4 a mais do que pesava no ano passado, quando atingia os 53 kg. O Santos trabalha com a estimativa de que o atacante chegue aos 64 kg quando tiver 20 anos, daqui a três anos.
O CARDÁPIO
Além das três principais refeições do dia – ricas em carboidratos, frutas antes e depois dos treinos –, o atleta se beneficia do consumo de suplementos alimentares, que contribuem para sua melhor recuperação após os jogos.
• CAFÉ-DA-MANHÃ: pão, ovos, uma fatia de queijo branco, duas fatias de peito de peru e suco de fruta à vontade.
• ALMOÇO: três colheres de arroz, duas conchas de feijão, dois filés grelhados (frango ou carne), batata (ou massa) e suco de fruta à vontade.
• JANTAR: igual ao almoço, exceto a quantidade de arroz. São duas colheres, em vez de três. O cardápio conta, ainda, com alimentos reguladores (como verduras).
CRAQUE RASTREADO
A DIS (Delcir e Ide Sonda, braço do Grupo Sondas no futebol) não poupa reservas para investir no futuro da aposta santista. Além de ter desembolsado 6 milhões de reais para adquirir 40% dos direitos econômicos do jogador em fevereiro – os outros 60% pertencem ao Santos –, a empresa ainda faz um trabalho personalizado com Neymar. O auxílio engloba o pagamento de um curso de inglês, uma planilha de acompanhamento semanal com a evolução física do jogador, além de um personal trainer. Tudo monitorado por um dos enviados do DIS, que fica em Santos exclusivamente para cuidar da carreira do jovem.
Só dá ele! Neymar é notícia em todos os meios de comunicação. Desta vez, ganhou uma página na Placar, principal revista de futebol do Brasil. A reportagem, assinada por Thiago Bastos, traz alguns detalhes dos esforços que o Santos vem fazendo para melhorar o físico do garoto. Veja:
FORTALECIMENTO MUSCULAR
O atacante de 17 anos estreou em 17 de março pelos profissionais com boa atuação contra o Oeste, no Pacaembu. Arrebentou e atraiu a atenção de marcadores mais fortes. Para agüentar o tranco, recebe tratamento especial comandado pelo preparador físico Flávio de Oliveira, o fisiologista Rogério Neves e a nutricionista Sandra Merouço. O garoto precisa ganhar peso, força e explosão muscular.
SEM SOBRECARGA
O prodígio se alimenta com base em um cardápio especial, elaborado pelo clube, além de fazer um esforço para aprimorar seu físico. “Temos um trabalho voltado para educação alimentar, evitando a sobrecarga do treinamento e com reposição de energia após os trabalhos. Tudo junto com a musculação, para que ele aumente sua massa magra”, afirma Rogério Neves.
REGIME DE ENGORDANeymar faz refeições ricas em carboidratos bons, frutas e legumes. Fora isso, consome suplementos alimentares, antes e depois dos treinos e das partidas. O trabalho tem dado resultado. O garoto está com 57 kg, 4 a mais do que pesava no ano passado, quando atingia os 53 kg. O Santos trabalha com a estimativa de que o atacante chegue aos 64 kg quando tiver 20 anos, daqui a três anos.
O CARDÁPIO
Além das três principais refeições do dia – ricas em carboidratos, frutas antes e depois dos treinos –, o atleta se beneficia do consumo de suplementos alimentares, que contribuem para sua melhor recuperação após os jogos.
• CAFÉ-DA-MANHÃ: pão, ovos, uma fatia de queijo branco, duas fatias de peito de peru e suco de fruta à vontade.
• ALMOÇO: três colheres de arroz, duas conchas de feijão, dois filés grelhados (frango ou carne), batata (ou massa) e suco de fruta à vontade.
• JANTAR: igual ao almoço, exceto a quantidade de arroz. São duas colheres, em vez de três. O cardápio conta, ainda, com alimentos reguladores (como verduras).
CRAQUE RASTREADO
A DIS (Delcir e Ide Sonda, braço do Grupo Sondas no futebol) não poupa reservas para investir no futuro da aposta santista. Além de ter desembolsado 6 milhões de reais para adquirir 40% dos direitos econômicos do jogador em fevereiro – os outros 60% pertencem ao Santos –, a empresa ainda faz um trabalho personalizado com Neymar. O auxílio engloba o pagamento de um curso de inglês, uma planilha de acompanhamento semanal com a evolução física do jogador, além de um personal trainer. Tudo monitorado por um dos enviados do DIS, que fica em Santos exclusivamente para cuidar da carreira do jovem.
Guerra de bastidores
Por PEDRO LOPES
Não é novidade para ninguém: a Portuguesa, sempre que pode, gosta de criar uma intriga. Exemplos não faltam. Na fase final da Série B de 2005, Manuel da Lupa, presidente do clube, deixou nas entrelinhas que Santa Cruz e Náutico estariam sendo ajudados e apontou problemas na escalação dos árbitros. No ano passado, foram vários imbróglios. Logo no começo da temporada, uma polêmica besta com o São Paulo: o mandatário do Canindé chegou a afirmar que Juvenal Juvêncio tinha bebido umas doses a mais antes de dar uma declaração qualquer. Meses mais tarde, críticas duras ao assédio de vários clubes (entre eles, Santos, São Paulo e Cruzeiro) em cima de Edno, principal jogador do time. Nesta semana, a Portuguesa vem tentando mais uma vez entrar em uma guerra de bastidores. A bola da vez é o Santos, como você confere nas linhas abaixo.
Edno, mesmo depois do lance polêmico de Fabrício Carvalho, do pênalti inexistente para a Lusa no jogo de domingo e do gol mal anulado do Santos, resolveu destacar a questão do apito logo após o jogo contra o Marília. “Nós vamos para lá preparados para fazer uma grande partida. Mas é preciso ficar atento com tudo que acontece do lado de fora também. É preciso ficar atento com a arbitragem. Tenho certeza de que, entre o Santos e a Portuguesa, todo mundo vai preferir o Santos. Não podemos deixar isso acontecer”, declarou.
A resposta santista veio logo em seguida. Quem rebateu foi o porta-voz do time do Santos, Roberto Brum: “Eu não vou criticar o José Henrique de Carvalho (árbitro escolhido para o clássico) como alguns jogadores da Portuguesa já fizeram. Em vez de falarem do ótimo jogo que fizeram contra o Marília, usaram uma psicologia barata para forçar uma situação em relação a um jogo que nem começou”.
Fabiano Eller engrossou o discurso: “Quem teria de ficar com medo da arbitragem é o Santos, que foi prejudicado contra o Barueri. Todo mundo viu o gol que foi anulado de maneira errada na última partida. Já a Portuguesa teve o gol de mão na penúltima rodada. E ontem (domingo), contra o Marília, parece que houve um pênalti que não aconteceu.”
Alguns dizem que a Portuguesa faz isso para atrair a atenção da mídia. Talvez, mas não pretendo entrar nesse mérito, até porque aqui não é o espaço adequado para a discussão. O fato é que foi criado um clima desnecessário para o jogo de quinta. O árbitro já deve entrar pressionado, as torcidas devem encarar a partida como uma guerra e, como conseqüência disso tudo, algumas jogadas podem ser desleais. Volto a dizer: é, sim, um jogo importante, não uma guerra.
Não é novidade para ninguém: a Portuguesa, sempre que pode, gosta de criar uma intriga. Exemplos não faltam. Na fase final da Série B de 2005, Manuel da Lupa, presidente do clube, deixou nas entrelinhas que Santa Cruz e Náutico estariam sendo ajudados e apontou problemas na escalação dos árbitros. No ano passado, foram vários imbróglios. Logo no começo da temporada, uma polêmica besta com o São Paulo: o mandatário do Canindé chegou a afirmar que Juvenal Juvêncio tinha bebido umas doses a mais antes de dar uma declaração qualquer. Meses mais tarde, críticas duras ao assédio de vários clubes (entre eles, Santos, São Paulo e Cruzeiro) em cima de Edno, principal jogador do time. Nesta semana, a Portuguesa vem tentando mais uma vez entrar em uma guerra de bastidores. A bola da vez é o Santos, como você confere nas linhas abaixo.
Edno, mesmo depois do lance polêmico de Fabrício Carvalho, do pênalti inexistente para a Lusa no jogo de domingo e do gol mal anulado do Santos, resolveu destacar a questão do apito logo após o jogo contra o Marília. “Nós vamos para lá preparados para fazer uma grande partida. Mas é preciso ficar atento com tudo que acontece do lado de fora também. É preciso ficar atento com a arbitragem. Tenho certeza de que, entre o Santos e a Portuguesa, todo mundo vai preferir o Santos. Não podemos deixar isso acontecer”, declarou.
A resposta santista veio logo em seguida. Quem rebateu foi o porta-voz do time do Santos, Roberto Brum: “Eu não vou criticar o José Henrique de Carvalho (árbitro escolhido para o clássico) como alguns jogadores da Portuguesa já fizeram. Em vez de falarem do ótimo jogo que fizeram contra o Marília, usaram uma psicologia barata para forçar uma situação em relação a um jogo que nem começou”.
Fabiano Eller engrossou o discurso: “Quem teria de ficar com medo da arbitragem é o Santos, que foi prejudicado contra o Barueri. Todo mundo viu o gol que foi anulado de maneira errada na última partida. Já a Portuguesa teve o gol de mão na penúltima rodada. E ontem (domingo), contra o Marília, parece que houve um pênalti que não aconteceu.”
Alguns dizem que a Portuguesa faz isso para atrair a atenção da mídia. Talvez, mas não pretendo entrar nesse mérito, até porque aqui não é o espaço adequado para a discussão. O fato é que foi criado um clima desnecessário para o jogo de quinta. O árbitro já deve entrar pressionado, as torcidas devem encarar a partida como uma guerra e, como conseqüência disso tudo, algumas jogadas podem ser desleais. Volto a dizer: é, sim, um jogo importante, não uma guerra.
O fiel da balança
Por FÁBIO "BIO" PERES

“Se trabalho fosse bom não pagariam
Algumas coisas nem a força se combinam
óleo e água, e eu com trabalho
Hoje não vou trabalhar.”
Maleducados – Hoje não vou trabalhar
A decisão antecipada de quinta-feira, que como todos sabem acontecerá em horário comercial, despertou em mim um dilema complicado de se resolver. Seguir a paixão pelo Santos e mentir no trabalho com a chance de ser pego ou renegar a vontade imensa de participar de mais essa – oxalá bangalô três vezes pra dar sorte – conquista do meu Santos?
É claro que a chance de a minha chefe descobrir que fui ao jogo é mínima, mas tenho um impedimento moral para faltar. Fui criado por uma mulher trabalhadora, que me ensinou a importância do comprometimento com o local que paga meu salário. Mas recebi também a educação de um homem apaixonado pelo Santos, que me mostrou o tamanho dessa instituição, cativou em mim o amor por ela e deixou claro como é bom ser santista.
Já trabalhei com febre, dor de cabeça, depois de morte de parente, em locais bons e ruins. Acredito na máxima de que o trabalho enobrece o homem e sou contra a vagabundagem declarada que impera hoje em dia, mas me sinto impelido a ir contra toda essa lógica e abrir mão dos meus princípios em nome de uma paixão (e tantos já fizeram isso).
Tento levar sempre ambas em consideração, razão e emoção. Quando há divergência – não raramente –, opto quase sempre pela primeira. Mas não dessa vez. Não posso confiar cegamente naquela que exclui dos meus planos o meu primeiro amor, um dos mais verdadeiros.
É preciso colocar na balança essas duas coisas, trabalho e paixão. Só vou para a labuta todos os dias porque me pagam para isso, mas torço pelo Santos de graça (e quase sempre tirando uma grana do bolso, porque poucos prazeres da vida são 0800), então não restam dúvidas.
Nessa quinta-feira eu e mais vários santistas abandonaremos nossos empregos em prol de um amor comum. Sem arrependimentos.
Concluindo nas palavras de Pascal; “O último esforço da razão é reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a ultrapassam.” E o Santos Futebol Clube ultrapassa os limites da minha.
Ps.: Perdoem a imagem tosca, mas meu conhecimento de photoshop só vai até aí e não achei nada adequado no Google Images.

Algumas coisas nem a força se combinam
óleo e água, e eu com trabalho
Hoje não vou trabalhar.”
Maleducados – Hoje não vou trabalhar
A decisão antecipada de quinta-feira, que como todos sabem acontecerá em horário comercial, despertou em mim um dilema complicado de se resolver. Seguir a paixão pelo Santos e mentir no trabalho com a chance de ser pego ou renegar a vontade imensa de participar de mais essa – oxalá bangalô três vezes pra dar sorte – conquista do meu Santos?
É claro que a chance de a minha chefe descobrir que fui ao jogo é mínima, mas tenho um impedimento moral para faltar. Fui criado por uma mulher trabalhadora, que me ensinou a importância do comprometimento com o local que paga meu salário. Mas recebi também a educação de um homem apaixonado pelo Santos, que me mostrou o tamanho dessa instituição, cativou em mim o amor por ela e deixou claro como é bom ser santista.
Já trabalhei com febre, dor de cabeça, depois de morte de parente, em locais bons e ruins. Acredito na máxima de que o trabalho enobrece o homem e sou contra a vagabundagem declarada que impera hoje em dia, mas me sinto impelido a ir contra toda essa lógica e abrir mão dos meus princípios em nome de uma paixão (e tantos já fizeram isso).
Tento levar sempre ambas em consideração, razão e emoção. Quando há divergência – não raramente –, opto quase sempre pela primeira. Mas não dessa vez. Não posso confiar cegamente naquela que exclui dos meus planos o meu primeiro amor, um dos mais verdadeiros.
É preciso colocar na balança essas duas coisas, trabalho e paixão. Só vou para a labuta todos os dias porque me pagam para isso, mas torço pelo Santos de graça (e quase sempre tirando uma grana do bolso, porque poucos prazeres da vida são 0800), então não restam dúvidas.
Nessa quinta-feira eu e mais vários santistas abandonaremos nossos empregos em prol de um amor comum. Sem arrependimentos.
Concluindo nas palavras de Pascal; “O último esforço da razão é reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a ultrapassam.” E o Santos Futebol Clube ultrapassa os limites da minha.
Ps.: Perdoem a imagem tosca, mas meu conhecimento de photoshop só vai até aí e não achei nada adequado no Google Images.
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