terça-feira, 31 de março de 2009

Só dá Neymar!

Por PEDRO LOPES

Só dá ele! Neymar é notícia em todos os meios de comunicação. Desta vez, ganhou uma página na Placar, principal revista de futebol do Brasil. A reportagem, assinada por Thiago Bastos, traz alguns detalhes dos esforços que o Santos vem fazendo para melhorar o físico do garoto. Veja:

FORTALECIMENTO MUSCULAR
O atacante de 17 anos estreou em 17 de março pelos profissionais com boa atuação contra o Oeste, no Pacaembu. Arrebentou e atraiu a atenção de marcadores mais fortes. Para agüentar o tranco, recebe tratamento especial comandado pelo preparador físico Flávio de Oliveira, o fisiologista Rogério Neves e a nutricionista Sandra Merouço. O garoto precisa ganhar peso, força e explosão muscular.

SEM SOBRECARGA
O prodígio se alimenta com base em um cardápio especial, elaborado pelo clube, além de fazer um esforço para aprimorar seu físico. “Temos um trabalho voltado para educação alimentar, evitando a sobrecarga do treinamento e com reposição de energia após os trabalhos. Tudo junto com a musculação, para que ele aumente sua massa magra”, afirma Rogério Neves.

REGIME DE ENGORDA
Neymar faz refeições ricas em carboidratos bons, frutas e legumes. Fora isso, consome suplementos alimentares, antes e depois dos treinos e das partidas. O trabalho tem dado resultado. O garoto está com 57 kg, 4 a mais do que pesava no ano passado, quando atingia os 53 kg. O Santos trabalha com a estimativa de que o atacante chegue aos 64 kg quando tiver 20 anos, daqui a três anos.

O CARDÁPIO
Além das três principais refeições do dia – ricas em carboidratos, frutas antes e depois dos treinos –, o atleta se beneficia do consumo de suplementos alimentares, que contribuem para sua melhor recuperação após os jogos.

• CAFÉ-DA-MANHÃ: pão, ovos, uma fatia de queijo branco, duas fatias de peito de peru e suco de fruta à vontade.
• ALMOÇO: três colheres de arroz, duas conchas de feijão, dois filés grelhados (frango ou carne), batata (ou massa) e suco de fruta à vontade.
• JANTAR: igual ao almoço, exceto a quantidade de arroz. São duas colheres, em vez de três. O cardápio conta, ainda, com alimentos reguladores (como verduras).


CRAQUE RASTREADO

A DIS (Delcir e Ide Sonda, braço do Grupo Sondas no futebol) não poupa reservas para investir no futuro da aposta santista. Além de ter desembolsado 6 milhões de reais para adquirir 40% dos direitos econômicos do jogador em fevereiro – os outros 60% pertencem ao Santos –, a empresa ainda faz um trabalho personalizado com Neymar. O auxílio engloba o pagamento de um curso de inglês, uma planilha de acompanhamento semanal com a evolução física do jogador, além de um personal trainer. Tudo monitorado por um dos enviados do DIS, que fica em Santos exclusivamente para cuidar da carreira do jovem.

Guerra de bastidores

Por PEDRO LOPES

Não é novidade para ninguém: a Portuguesa, sempre que pode, gosta de criar uma intriga. Exemplos não faltam. Na fase final da Série B de 2005, Manuel da Lupa, presidente do clube, deixou nas entrelinhas que Santa Cruz e Náutico estariam sendo ajudados e apontou problemas na escalação dos árbitros. No ano passado, foram vários imbróglios. Logo no começo da temporada, uma polêmica besta com o São Paulo: o mandatário do Canindé chegou a afirmar que Juvenal Juvêncio tinha bebido umas doses a mais antes de dar uma declaração qualquer. Meses mais tarde, críticas duras ao assédio de vários clubes (entre eles, Santos, São Paulo e Cruzeiro) em cima de Edno, principal jogador do time. Nesta semana, a Portuguesa vem tentando mais uma vez entrar em uma guerra de bastidores. A bola da vez é o Santos, como você confere nas linhas abaixo.

Edno, mesmo depois do lance polêmico de Fabrício Carvalho, do pênalti inexistente para a Lusa no jogo de domingo e do gol mal anulado do Santos, resolveu destacar a questão do apito logo após o jogo contra o Marília. “Nós vamos para lá preparados para fazer uma grande partida. Mas é preciso ficar atento com tudo que acontece do lado de fora também. É preciso ficar atento com a arbitragem. Tenho certeza de que, entre o Santos e a Portuguesa, todo mundo vai preferir o Santos. Não podemos deixar isso acontecer”, declarou.

A resposta santista veio logo em seguida. Quem rebateu foi o porta-voz do time do Santos, Roberto Brum: “Eu não vou criticar o José Henrique de Carvalho (árbitro escolhido para o clássico) como alguns jogadores da Portuguesa já fizeram. Em vez de falarem do ótimo jogo que fizeram contra o Marília, usaram uma psicologia barata para forçar uma situação em relação a um jogo que nem começou”.

Fabiano Eller engrossou o discurso: “Quem teria de ficar com medo da arbitragem é o Santos, que foi prejudicado contra o Barueri. Todo mundo viu o gol que foi anulado de maneira errada na última partida. Já a Portuguesa teve o gol de mão na penúltima rodada. E ontem (domingo), contra o Marília, parece que houve um pênalti que não aconteceu.”

Alguns dizem que a Portuguesa faz isso para atrair a atenção da mídia. Talvez, mas não pretendo entrar nesse mérito, até porque aqui não é o espaço adequado para a discussão. O fato é que foi criado um clima desnecessário para o jogo de quinta. O árbitro já deve entrar pressionado, as torcidas devem encarar a partida como uma guerra e, como conseqüência disso tudo, algumas jogadas podem ser desleais. Volto a dizer: é, sim, um jogo importante, não uma guerra.

O fiel da balança

Por FÁBIO "BIO" PERES


“Se trabalho fosse bom não pagariam
Algumas coisas nem a força se combinam
óleo e água, e eu com trabalho
Hoje não vou trabalhar.”
Maleducados – Hoje não vou trabalhar


A decisão antecipada de quinta-feira, que como todos sabem acontecerá em horário comercial, despertou em mim um dilema complicado de se resolver. Seguir a paixão pelo Santos e mentir no trabalho com a chance de ser pego ou renegar a vontade imensa de participar de mais essa – oxalá bangalô três vezes pra dar sorte – conquista do meu Santos?

É claro que a chance de a minha chefe descobrir que fui ao jogo é mínima, mas tenho um impedimento moral para faltar. Fui criado por uma mulher trabalhadora, que me ensinou a importância do comprometimento com o local que paga meu salário. Mas recebi também a educação de um homem apaixonado pelo Santos, que me mostrou o tamanho dessa instituição, cativou em mim o amor por ela e deixou claro como é bom ser santista.

Já trabalhei com febre, dor de cabeça, depois de morte de parente, em locais bons e ruins. Acredito na máxima de que o trabalho enobrece o homem e sou contra a vagabundagem declarada que impera hoje em dia, mas me sinto impelido a ir contra toda essa lógica e abrir mão dos meus princípios em nome de uma paixão (e tantos já fizeram isso).

Tento levar sempre ambas em consideração, razão e emoção. Quando há divergência – não raramente –, opto quase sempre pela primeira. Mas não dessa vez. Não posso confiar cegamente naquela que exclui dos meus planos o meu primeiro amor, um dos mais verdadeiros.

É preciso colocar na balança essas duas coisas, trabalho e paixão. Só vou para a labuta todos os dias porque me pagam para isso, mas torço pelo Santos de graça (e quase sempre tirando uma grana do bolso, porque poucos prazeres da vida são 0800), então não restam dúvidas.

Nessa quinta-feira eu e mais vários santistas abandonaremos nossos empregos em prol de um amor comum. Sem arrependimentos.

Concluindo nas palavras de Pascal; “O último esforço da razão é reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a ultrapassam.” E o Santos Futebol Clube ultrapassa os limites da minha.


Ps.: Perdoem a imagem tosca, mas meu conhecimento de photoshop só vai até aí e não achei nada adequado no Google Images.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Crônica de um jogo chato anunciado

Por F. NORONHA

- Bora pra Barueri amanhã né, certeza?
- Demoro, óbvio, o mesmo jeito de sempre? Praiamar que horas?
- 10:45 na fonte...Wal e Fábio já confirmaram, vamo que vamo que a vaga é nossa!
- Beleza Pedro, tamo lá amanhã, vamo Peixão!

Certo, com essa conversa na sexta, a tradicional viagem foi confirmada. Até então empolgados, conhecer um novo estádio, nova cidade, batendo papo com os amigos e comendo besteira como sempre.
Mas nesse blog há um membro obscuro que novamente foi obscuro, e não apareceu. Há um membro que adora ir pro bar, e chegou alegrão. Há um membro que leva vida de escravo, e chegou com sono. E há um membro que tava com vontade é de sair a noite, o que realmente era um programa melhor que jogo.

Então, com apenas 3 membros, saímos de Santos 12:30, totalmente perdidos, já que não sabíamos o caminho. Mas de um jeito ou de outro chegaríamos, afinal de contas com o Santos onde e como ele estiver, menos se for no Acre, que aí já é um departamento pros loucos que lá foram na Copa do Brasil.
Após uma viagem tranquila, achamos incrivelmente em apenas 1 hora e meia a gloriosa cidade-dormitório de Barueri, feia pra caramba diga-se de passagem. Da entrada da cidade pro estádio foi um pulo, e muitas risadas, afinal não é todo dia que um santista grita pra você no trânsito "AEE SEGUE NÓIS QUE EU TENHO GPS!". Beleza. "MAS TÁ QUEBRADO!". É, é.
Chegando no estádio, o comentário é bem-vindo: "Não é o estádio mano, é o Carrefour, certeza." Mas era o estádio. Sério, que coisa estranha.

Beleza, hora de comer cachorro-quente e beber cerveja. Mas há um membro que é estranho e só bebe suco, e outro tinha que estar sóbrio pra dirigir na volta. Percebe que a vontade de sexta já estava acabando? E o obscuro que sempre paga as cervejas não tinha ido, aí complicou de vez.
Fábio e Noronha claramente com sono, Pedro falando impropérios em frente a garotas, chega a chuva.
E que chuva. Desanimadora.
Hora de entrar na Arena, 1 alegre e 2 dormindo. "MAS É O SANTOS VAMO LÁ VAI PRA CIMA DELES SANTOOOS".
Que jogo chato meu Deus do céu. Um time perdido em campo, um Barueri mais recuado que a Samoa Americana enfrentando o Brasil... Pronto, nem piadas, nem histórias boas, nem nada, o 1° tempo foi de puro sono, Noronha se sentasse dormia, Fábio nem piada fazia, e Pedro estava perdido no banheiro.
Intervalo, tirar a tradicional foto do estádio pra ver se acordamos, mas veja só que não deu muito certo pela nossas caras...

Segundo tempo, aí sim a torcida começa a gritar (não muito), e lá pelos 25 minutos Fábio começa a fazer piadas, Noronha acorda e começa a prestar atenção no jogo e Pedro...Bem, esse disse que ia pro alambrado fazer pressão mas ficou uns 10 degraus acima, agora já não tão alegre.
A empolgação toma conta, "MOLINA MOLINA MOLINA" gritam as Molinetes (o membro obscuro é Molinete, pena que não foi ao jogo), torcedores pedem pra Mancini tirar o KP, torcedores cornetam Mancini por tirar KP (vai entender...), torcedores comemoram a entrada de Molina, torcedores vaiam Molina a cada toque seu na bola, torcedores elogiam a vontade de Roni, torcedores cornetam a lerdeza de Roni. Sério, a torcida santista deve ser a mais divertida do mundo.
E nisso o tempo foi passando, e todos percebemos que realmente o título desse post tem muito sentido.
Infelizmente, o Santos só empatou. Felizmente, na volta comemos pizza no Habib's e batemos papos mais interessantes que o jogo, como por exemplo vemos na BRILHANTE crônica do Bio 2 posts atrás.
Vocês concordam com minha crônica? Espero que não todos, afinal, "Toda unanimidade é burra", já diria o famoso torcedor do Fluminense, do qual Bio tirou sua inspiração sábado e a consagrou no post de domingo.

(ps: Anunciamos uma transmissão em Tempo Real diferente não é? Sério, fica para o próximo jogo, infelizmente. Não aconteceu NADA de interessante no estádio que pudéssemos contar aqui da forma que pretendíamos...)

domingo, 29 de março de 2009

Tropeço em Barueri e olho no Canindé

Por PEDRO LOPES

Depois da derrota para o Corinthians, ficou decretado que os jogos contra Santo André, Barueri e Portuguesa seriam três finais. Contra o Santo André, missão cumprida. Ontem, um tropeço. O empate sem gols em Barueri deixou o Peixe no G4. Só não se sabe por quanto tempo. Isso porque a Portuguesa, que aparece na 5ª colocação com os mesmos 31 pontos, enfrenta o Marília no Canindé daqui a pouco. Tarefa complicada para os jogadores do MAC. E para nós, que ficaremos secando os lusos.

O jogo
Não faltavam motivos para acreditar que o jogo de ontem seria bom. O Santos jogou muita bola na quarta e o Barueri tem um time ajeitado (a zaga é muito firme, diga-se de passagem). Só que o jogo não empolgou. Algumas chances desperdiçadas, um gol (mal) anulado do Santos, um pênalti cometido por Luizinho que não foi marcado.

O primeiro tempo foi bem fraco. Triguinho, que apareceu bem pela esquerda e ainda tentou alguns chutes, e Fabão, muito seguro pelo alto, foram os destaques. Aos 29 minutos, o gol anulado pelo juiz. Paulo Henrique cobrou falta pela direita, Fabiano Eller desviou para o gol e o bandeirinha apontou impedimento.

No segundo tempo, o Santos melhorou bastante. Triguinho continuava sendo uma opção interessante e Neymar partia para cima da zaga do Barueri. Paulo Henrique, em compensação, não se encontrou na segunda etapa e acabou substituído por Molina, que vinha sendo pedido pela torcida. Logo que entrou, deu um chute ao gol. E parou por aí.

Kléber Pereira e Rodrigo Souto, apáticos, também não foram bem. O primeiro deu lugar a Roni e saiu vaiado pela torcida. Há quem defenda a idéia de colocar o Kléber Pereira no banco, como o nosso parceiro Jão. Eu penso diferente. Ele funciona como uma referência dentro do time do Santos. Sem contar que, ontem, a bola não chegou em seus pés. Teve uma chance de gol no primeiro tempo e só. E todo mundo sabe que, para o artilheiro aparecer, a bola precisa chegar.

Roni ainda perdeu um gol incrível de cabeça depois de um cruzamento vindo da direita. Ficamos no quase.

Arbitragem interferindo de novo: complô?
Na quarta, a Portuguesa contou com uma mãozinha amiga para empatar com o Mirassol no Canindé. Isso porque Fabrício Carvalho marcou o segundo gol luso com a mão.

Ontem, um gol do Santos foi mal anulado, o que gerou muita reclamação. Mancini ficou revoltado, como deu pra perceber em sua entrevista para a Rádio Record. “O Santos fez gol legal contra o Barueri, mas que foi mal anulado. Mas a Portuguesa fez gol de mão na rodada passada. O Corinthians teve pênalti duvidoso marcado, e o São Paulo não teve gol anulado no final. E com o Santos estão prejudicando sempre. Não queria voltar a falar de arbitragem, mas o Santos voltou a ser lesado". Palavras fortes, que podem até trazer punição, como já vimos em casos recentes dentro do próprio Santos.

O diretor de futebol Adílson Durante foi até mais longe: criticou o método de escolha dos árbitros. "Como é que pode o Coronel Marinho colocar estagiários num momento de definição dos semifinalistas do Paulista? Eu quero muito acreditar em coincidência de erros, mas está muito difícil pensar assim. Só o Santos está sendo prejudicado", detonou.

Acho cedo para falar em complô, mas, de qualquer forma, é sempre bom ficar de olho.

Decisão na quinta
Santistas, quinta é dia de decisão. Para aqueles que querem ir ao jogo, é dia de enrolar o chefe, a diretora da escola, a mãe, o pai...

Vamos fazer nossa parte. Podemos fazer a diferença e os jogadores contam com isso. Pra cima deles, Santos!

Secar não adiantou nada: deu Portuguesa, 4 a 1. Era difícil esperar alguma coisa do Marília. Na zona de rebaixamento e com um a menos em determinado momento do jogo, o MAC não podia fazer muito contra um time ajeitado que jogava dentro de casa. Agora é tudo ou nada.

For whoever has shed his blood with me shall be my brother

Por FÁBIO PERES

Comecei citando Shakespeare para explicar um fenômeno que, admito, ao começar a escrever ainda não sei como abordar.

Qual a capacidade que uma paixão tem de unir as pessoas?

Ontem, na saída de São Paulo, sentido Santos, fomos abordados por um cara – aparentemente morador de rua –, que fez alguns sinais do lado de fora do carro. Com o vidro fechado por causa do ar condicionado e a cabeça fechada por causa do preconceito, fiz o sinal tradicional do “Não tenho dinheiro para dar”. E aí a surpresa. Vendo nossas camisas, o rapaz abriu o melhor sorriso que tinha para oferecer e disse: Santos é Santos em qualquer lugar. E seguiu abordando os outros carros, limpando vidros e ganhando a vida.

O fato é que, apesar de nunca termos nos visto, o Santos nos aproximou. Nós três – eu, Noronha e Pedro – deixamos de ser os burgueses dentro do carro, ele deixou de ser o tio que queria limpar os vidros do veículo. Passamos, ali, a ser quatro santistas que, de certa forma, já nutriam simpatia uns pelos outros. Muitas vezes me pergunto “O que eu ganho por torcer, gastar, me chatear e perder momentos com pessoas que eu gosto, se quando o Santos ganha, nada muda para mim?” Ontem recebi minha primeira resposta direta. Reconheci no senhor de rua um irmão santista e fiquei com vergonha do meu preconceito.

Está acontecendo a mesma coisa conosco, cornetas deste blog. Ouso dizer que, se não fosse o nosso Peixe, nunca teríamos contato. Gostamos de coisas diferentes, freqüentamos ambientes que não batem e temos idéias divergentes. Mas amamos o Santos. E, se “o que o Santos Futebol Clube uniu, ninguém separa”, esses três amigos e mais o mito ainda terão muitas histórias para contar. Com derrotas e vitórias, bons e maus jogos, perrengues e piadas... com o Santos, onde e como ele estiver.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Amanhã teremos surpresas, ou não

Por F. NORONHA

Amanhã o Santos joga em Barueri contra o time da casa, que não tem torcida, não tem tradição, mas tem o Vovô Basílio, saudades dele. E tem estádio, coisa que certo time que acha que é "grande" não tem.
Então, se tudo der certo, nós 3 mais o membro oculto do blog iremos ao estádio Arena Barueri, esse da foto, bem bonito aliás.
Caso realmente formos, teremos uma transmissão em Tempo Real (como o do Globo Esporte, Lancenet, sabe?) aqui. Claro, ninguém vai levar um laptop pro estádio e narrar os lances.
Será algo diferente, que pode ficar bem legal, ou pode ficar uma bela porcaria, mas vamos tentar.
Fica a surpresa, e mais um estádio na lista de visitados, se tudo der certo!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Volta por cima

Por PEDRO LOPES

Vagner Mancini deu, no jogo de ontem, mais uma prova de que parece ser um grande técnico. Mostrou que a teimosia não é uma de suas características e levou o Santos a uma bela vitória contra o Santo André. Obediente e aplicado, o Peixe teve uma apresentação bem diferente da de domingo e contou com as belas atuações de Madson, Neymar e Paulo Henrique para garantir os 3 a 0. Abaixo, você confere os principais destaques do jogo.

Mudança de esquema e de postura
Foi o assunto mais comentado nos últimos dias. Para a imprensa e para a torcida santista, o erro de Mancini no domingo foi determinante para a vitória corintiana. Nos treinos que antecederam a partida contra o Santo André, muito mistério. Ninguém sabia qual seria a escalação do Santos. Pouco antes do jogo, veio a notícia: Lúcio Flavio e Roni seriam substituídos por Paulo Henrique e Madson. O treinador santista não se arrependeu. Pelo contrário. Afinal, eles foram, ao lado de Neymar, os principais responsáveis pela vitória do time.

Quem esperava um jogo difícil (era o meu caso) se enganou. Só foi preciso que Madson parasse de ocupar o mesmo espaço de Neymar pela esquerda para que o Santos deslanchasse. Daí em diante, só alegria. O baixinho de 1,60m marcou o primeiro gol com um belo chute de fora da área. O segundo veio de quem a torcida menos esperava: Triguinho. Bastante criticado pelos torcedores, o lateral marcou seu gol, correu e fez desarmes importantes. Em resumo: deu sinais de que ainda pode se recuperar.

No segundo tempo, o time tirou um pouco o pé, passou a administrar o jogo. Mas Neymar queria mais. Foi dele o terceiro gol, que aconteceu aos 21 minutos depois de uma boa jogada de Madson pela direita.

O jogo de ontem fica marcado também por uma mudança de postura da equipe. Depois da derrota para o Corinthians, Mancini cobrou mais aplicação de alguns jogadores. Dito e feito. Roberto Brum colou em Marcelinho, Madson – que escutou de Mancini que deveria ser mais objetivo – foi incansável, Triguinho correu bastante e Fabão deu mais um sinal de que 2008 ficou para trás. Até Kléber Pereira, muito criticado pelo Fábio, nosso parceiro aqui do blog, melhorou um pouco em relação ao jogo de domingo, já que não esteve tão apático. Foi dele o passe para o segundo gol.

De saída?
Com Madson arrebentando, Paulo Henrique mostrando bom futebol, Pará entrando com freqüência nos jogos e Lúcio Flavio recebendo o que recebe, fica quase insustentável a permanência do Molina. De acordo com a coluna 90 minutos do jornal A Tribuna, Mancini não gostou da forma como o colombiano joga.

Arquibancadas cheias, já o Setor Visa...
Depois de um jogo com 1.855 pagantes na quarta passada e de uma derrota para o Corinthians, não se esperava o público de ontem. 9.572 santistas (a gente finge que acredita, Teixeira...) se espremeram nas arquibancadas para a bela atuação do Peixe. Enquanto isso, o Setor Visa ficou mais uma vez às moscas.

Lá pelas tantas, a polícia foi praticamente obrigada a abrir o Visa para alguns torcedores que estavam nas arquibancadas. Vendo que era possível mudar de lugar, alguns santistas se animaram com a possibilidade e se dirigiram ao setor. Mas não tiveram a mesma sorte. Resultado: tumulto. Até nisso o Visa atrapalha...

Que se dane a aula!

Por F. NORONHA

É, mais uma vez tive que ouvir o jogo no radinho, durante a aula. Nem discreto fui, coloquei o fone na cara de pau, até o Danilo que senta do meu lado comentou: "Nem pra ser discreto, tampar o ouvido com mão...". Não dá, é jogo do Peixe, pô!

O sofrimento começou às 17:50, horário que minha van pra faculdade busca uma menina... vizinha da Vila! Tudo que eu não precisava era passar pela Vila mais famosa do mundo vendo todos os santistas se dirigindo ao jogo (sim, era cedo, mas o público foi bom e a essa hora já estava movimentado). Doeu, mas o que a gente não faz pra ser alguém na vida?

Chegando na faculdade, na porta de classe fiquei tentando sintonizar a rádio Bandeirantes, mas tava difícil, fiquei que nem um retardado balançando o rádio pra lá e pra cá no ar pra ver se sintoniza a 90,9 FM. NA raça, consegui, e fiquei lá com o braço levantado.

Na aula, tentei ser discreto, sentei no fundo da classe pra não chamar atenção... GOL! Não deu, não segurei, Madson 1 a 0. Mas escapei da bronca, tava na hora da chamada ainda. Comemorei com os outros 2 santistas da classe, e aí comecei a anotar matéria. GOL! 2 a 0 ainda no 1°tempo? Que isso, um milagre! Vibrei de novo sem ser nem um pouco discreto.

Bronca da professora... "AÍ, FUNDÃO, OLHA A CONVERSA!". Ô Dona Marli, é Peixão em campo!

Ainda comemorei os gols do Mirassol, que nos ajudaram.

No terceiro gol a aula já havia acabado, intervalo, dane-se a janta, dane-se tudo, 3 a 0 pra lavar a alma, berrei no meio do Centro de Convivência.
Claro que perdi uns 3 anos de vida nisso, e durante esses 4 anos de faculdade ainda perderei mais alguns a cada jogo.
Então fica o apelo: JOGOS DE MEIO DE SEMANA ÀS 15:45 JÁ!

Ok, só eu gostei desse horário...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Orgulho que nem todos merecem ter

Por FÁBIO PERES

Retrato da superioridade.

Nada mais justo do que me apresentar antes de começar a escrever. Podem me chamar de Bio. Torço pelo Santos Futebol Clube. Todo o mais é dispensável. Qualquer característica da minha personalidade sucumbe diante desta: sou santista desde sempre.

E vamos ao que interessa:

Domingo fui ao Pacaembu, em meio a dois mil santistas acompanhar o clássico. Apesar de considerar o São Paulo o nosso maior rival, vejo no Corinthians um Santos-ao-contrário que me incomoda e me faz odiar perder pra eles mais do que o normal. Explico.

Acompanhei poucos títulos do Santos. Mas todos os momentos de vitória que eu vi do nosso time foram místicos, incontestáveis e admiráveis. Por outro lado, vi muitos títulos do Corinthians e quem acompanha futebol sabe bem sob qual atmosfera a grande maioria deles foi conseguido: imprensa, arbitragem e bastidores influenciando e impulsionando a conquista.

Dou mais valor ao Campeonato Brasileiro de 95 que perdemos, do que ao brasileiro de 2005 que o corinthians ganhou. Enquanto temos uma série de títulos morais, os sem-estádio da marginal acumulam um monte de títulos imorais.

Enfim, voltando ao jogo, não vou me focar na parte tática, técnica, nem criticar o Vágner Mancini. O que me deixou chateado foi a passividade de alguns jogadores diante de derrota. Principalmente do Kleber Pereira, ícone desse desinteresse. Costumo dizer que quem ama não espera só vitórias, portanto não ousaria exigir isso do meu clube do coração. Mas o mínimo que alguém anseia ao torcer é que o jogador honre a camisa que veste, entendendo que o símbolo que ele carrega simboliza a paixão de milhões de pessoas. Kleber Pereira não tem essa noção, ou pior... nem liga. Joga por si, num egoísmo ímpar, capaz de não comemorar os gols alheios, ainda que esteja num coletivo. Deveria praticar algum esporte individual, ser nadador, sei lá.

Não nego que seus gols foram importantes no ano passado para que não caíssemos – ainda que, se não fossem eles, daríamos um outro jeito. O Universo conspira para que times grandes não caiam – e não é dos gols que eu reclamo. Um time é um coletivo que busca o mesmo objetivo, briga junto, faz força para a mesma direção. Não há artilheiro no mundo que consiga, com seus gols, suprir a necessidade da coletividade. Enfim, os gols que o Kléber Pereira faz não são suficientes pra compensar o desfalque que ele causa com sua postura apática em campo.

No mais, fica o meu orgulho de ser santista. A certeza de que, não importa o que façam, quanto briguem, quanto a mídia fale, muito menos o resultado do jogo de ontem. O Santos é maior que o Corinthians, essa é uma das verdades absolutas e um dogma universal.


Ps.: Soube que o Vágner Mancini deu uma declaração nesse mesmo sentido – falando da apatia do jogador. Fico feliz de ele ter tido a coragem de manifestas essa insatisfação. Espero que o Kleber agora adote outra postura nos jogos.

Hoje é dia de radinho...

Por F. NORONHA

Hoje é dia de jogo do Peixão... E eu estarei na aula!
Não dá para acreditar, mas é a vida.
E que me desculpe a Dona Marli, professora de Gêneros Jornalísticos da Metodista, mas sua aula hoje é das 19:30 até 21:10, ou seja... Bem na hora do jogo!
Estarei presente de corpo na aula, mas de mente e alma na Vila.
E o radinho? Vai pra São Bernardo comigo, fone no ouvido, sentar no fundo da classe e gritar gol na cara de pau durante a explicação da aula.
Amanhã posto se deu certo ou se tomei esporro da professora.
Abraços!

De olho no Santo André

Por PEDRO LOPES*

Como já diz o próprio nome do blog, aqui nós falamos do Peixão. Mas também falamos dos adversários que podem levar perigo ao Santos. É o caso do bom time do Santo André, oponente desta quarta-feira. Concorrente direto na luta pela classificação – ocupa a 5ª colocação, com os mesmos 27 pontos que temos –, o time do ABC vem mesclando jovens talentos com jogadores veteranos. A receita parece dar certo.

Entre os destaques do Santo André, estão o atacante Antônio Flávio e o meia Júnior Dutra (foto), que já marcaram cinco e quatro gols no campeonato, respectivamente. Júnior Dutra, mesmo tendo sido formado nas categorias de base do clube, jogará “em casa”, já que é nascido em Santos. Antônio Flávio, de 22 anos, é outro que cresceu na base andreense. Outro jovem que vem aparecendo bem é o lateral-direito Cicinho, que já chegou a ser sondado pela diretoria santista.

Para compensar toda essa juventude, sobra experiência no meio-de-campo andreense. Fernando Henrique (sim, aquele de 41 anos) vai ser o responsável por tentar segurar o Peixe no meio, enquanto Marcelinho Carioca organiza o jogo um pouco mais à frente. O ex-jogador de Corinthians, Santos (é ruim lembrar, nós sabemos...) e Flamengo fez uma ótima Série B no ano passado e agora tenta conduzir o Santo André às semifinais.

No setor defensivo, aparecem o seguro goleiro Neneca, outro que foi muito bem na Série B, e o gigante zagueiro Marcel, que, com seus 1,95m, promete dar muito trabalho nas bolas aéreas. Neneca, aliás, tem muito crédito com a comissão técnica, basta ver que vem colocando Diego, ex-goleiro de Atlético-PR e Fluminense, no banco.

O centroavante Clodoaldo, alvo de piadas quando foi rebaixado com o Corinthians, substituirá Pablo Escobar, convocado para a Seleção Boliviana. Se jogar o que jogou em 2007 com a camisa de nosso rival, não deve levar perigo para Fabão e Fabiano Eller.

O adversário desta quarta ainda tem outros velhos conhecidos da torcida santista. Sérgio Guedes, ex-goleiro do Peixe e vice-campeão do Paulista do ano passado com a Ponte, é o técnico. Mas a maior surpresa não está no time titular (está no elenco, mas sequer chegou a jogar): Moraes. O herói do título paulista de 2007 foi tentar a sorte na Ponte Preta e agora está no ABC.

*Com colaboração de Dassler Marques

terça-feira, 24 de março de 2009

Erro de Mancini e violência marcam o clássico

Por PEDRO LOPES

No texto anterior, o Noronha preferiu destacar a questão da arbitragem no clássico de domingo. É lógico que a arbitragem do egocêntrico Rodrigo Cintra foi atrapalhada. Inverteu lances (a reversão no fim do jogo foi, no mínimo, absurda), distribuiu cartões equivocados (como pode um goleiro ser punido por tentar retardar a saída de bola sendo que seu time está perdendo?), além de não coibir tapas e intimidações dentro de campo. Contudo, creio que outros assuntos do jogo tenham mais importância.

O erro de Mancini
Vagner Mancini errou no domingo e sabe disso. Tanto é que, enquanto deixava o campo do Pacaembu, mostrou certo abatimento. Escalar Lúcio Flavio sozinho na armação das jogadas foi um erro que deixou o time sonolento. O mais correto seria tirar um atacante e promover a entrada do Madson, o que faria do Santos um time muito mais leve, rápido.

Ao confirmar a escalação de Neymar, Mancini esperava que ele pudesse recuar um pouco para ajudar Lúcio Flavio na armação das jogadas e que ainda marcasse ajudasse na marcação. Não foi o que aconteceu. O garoto sentiu o peso do clássico e não rendeu o esperado.

Vale deixar claro que o Lúcio Flavio, apesar das más atuações no Santos, ainda merece um pouco de atenção. No Botafogo, já provou que, em forma, pode jogar um futebol objetivo, mesmo sem ter tanta velocidade. O que não pode acontecer é desembolsar uma quantia alta e aproveitar mal o jogador.

Não é nenhuma novidade a predileção de Mancini por times ofensivos. Pode não ser o mais indicado, mas o Santos até teria condições de jogar assim. O esquema ousado adotado no domingo já deu certo em outras equipes dirigidas pelo técnico. O bom time do Vitória do ano passado tinha o veterano Ramon mais parado ali no meio, Marquinhos e Willians bem abertos pelas pontas, além de Dinei (que acabou se transferindo para a Espanha durante o campeonato) e Rodrigão (que chegou durante a competição) como centroavantes.

De qualquer modo, não é novidade para ninguém: a torcida santista quer Madson no time titular. O baixinho vem jogando muito, não pode ficar de fora.

Violência na arquibancada volta a ser notícia
Para começar, vale destacar a imaturidade do Marcelo Teixeira (novidade...). Devemos valorizar a tentativa do presidente defender a torcida santista no episódio que será retratado nas linhas abaixo. Disse que não gostou de ver sua torcida apanhando num canto do Pacaembu e desceu de seu reservado para tentar resolver o ocorrido. Mas pegou muito mal o fato de ter se envolvido na confusão com os corintianos. Dirigente não pode agir dessa forma.

O que marcou mesmo foi a pancadaria entre a torcida do Santos e a PM, fruto de uma série de erros de todas as partes. Da diretoria do Corinthians, que destinou apenas 6% da carga de ingressos para a torcida do Peixe e acomodou os santistas ao lado das numeradas ocupadas por corintianos, o que gerou certa confusão no final. Da Polícia Militar, que mostra intolerância e que é mal preparada para fazer a segurança de tal evento. De parte das torcidas organizadas, que já vai predisposta a brigar. De jornalistas da grande mídia, que opinam sem ao menos saber o que é uma arquibancada e generalizam dizendo que todos os santistas que ali estavam eram bandidos. Eu estava no jogo e estou longe de ser bandido.

Ontem, chegaram a especular sobre a idéia de fazer clássico de uma torcida só. Não é para tanto. Caso isso se confirme, será uma derrota de nossa sociedade.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Hora da Corneta

Por F. NORONHA



Não, eu não vou cornetar o Neymar. Não, eu não vou cornetar o Mancini apesar de seus erros (Madson banco e Lúcio "MAESTRO" Flávio titular?). Não, eu não vou cornetar o Fabiano Eller porque no cruzamento do gol do Dente Júnior ele se abaixou.

Eu vou cornetar é o infeliz do "árbitro" Rodrigo Cintra. Aliás fico enojado em escrever seu nome. Ele não influenciou o resultado, dirão alguns. O lance do gol não teve erros, ele não anulou nenhum do Santos... Mas e o psicológico? Eu como atleta, não só de fim de semana, sei como um erro, uma provocação da arbitragem acaba com seu moral e o deixa nervoso em campo. O elenco do Santos sentiu isso. Neymar tomou tapa, Germano, Souto, Fábio Costa e Luizinho cartões de forma errônea. Faltas eram invertidas... O time sente, eles são humanos oras!

Como um juiz simplesmente ignora a bandeira levantada pelo seu assistente, em um impedimento que até a mãe do atleta do Coríntias viu e marcaria? Como ele dá reversão e Volta atrás após uma falta marcada a favor do Santos? Como ele dá cartão à Fábio Costa por este simplesmente perguntar se era falta ou tiro de meta? É inexplicável.

Só quem saiu de Santos, viajou de metrô no meio da torcida adversária e pagou ingresso sabe o quanto dói ser lesado dessa forma e ter suas mãos atadas, não poder nem falar algo pra esse palhaço chamado Rodrigo Cintra.
Fica aqui minha revolta, e essa é mais uma utilidade do nosso pequeno blog. Ficou revoltado? Escreva pra gente que nós publicamos!




sábado, 21 de março de 2009

A bola da vez

Por PEDRO LOPES

Está em todos os cantos. Nos bares, nas escolas, no ponto de ônibus, nos escritórios. Só se fala do clássico deste domingo. Santos x Corinthians, clássico mais antigo de São Paulo. Não faltam atrativos, como você verá abaixo.

O jogo de amanhã colocará frente a frente Neymar e Ronaldo. O segundo dispensa apresentações. Campeão do mundo duas vezes, com carreira consagrada na Europa, tenta retomar o bom futebol no Parque São Jorge. Quinze anos mais jovem, Neymar é a bola da vez. Fará apenas a sua quinta partida pelo time profissional do Santos. Tempo suficiente para emplacar belas atuações e dois gols. A dúvida é se ele começa jogando ou entra no meio do jogo. No treino de sexta, foi escalado ao lado de Roni e Kléber Pereira. No rachão de hoje, um pouco de mistério. Vagner Mancini não disse se a nova sensação santista começará jogando neste domingo.

Ao longo da semana, Neymar mostrou-se ansioso para enfrentar o ídolo. Ronaldo, por sua vez, reconheceu a qualidade do garoto, deu até conselhos e comparou a trajetória de Neymar com o seu começo no Cruzeiro. "O Neymar é muito parecido com a minha história. Eu comecei muito jovem, com uma responsabilidade muito grande em cima de mim. E é o que ele está passando agora. Tudo é difícil. Se ele chegou onde chegou com essa idade, é porque é iluminado. Nunca foi fácil para ninguém chegar a um time grande e ser destaque", afirmou.

A polêmica dos ingressos também promete agitar o clássico. A decisão da diretoria corintiana de destinar apenas 6% da carga total de ingresso para os santistas deixou bastante gente irritada. No entanto, a torcida do Santos, mesmo sendo minoria e tendo que adotar uma estratégia de segurança para não correr risco na ida e na volta do jogo, está disposta a gritar o tempo todo para empurrar o Peixe. Do lado de lá, os corintianos também demonstram ansiedade para o jogo. Na segunda-feira, quando os ingressos começaram a ser vendidos, muita confusão nos postos de venda de São Paulo. Logo no primeiro dia, mais de 19 mil ingressos já haviam sido vendidos.

Por fim, aparece a classificação. Na quarta colocação, o Peixe tenta chegar aos 30 pontos e conseguir alguma distância de Portuguesa e Santo André. Já o Corinthians, invicto em 2009, está a 6 pontos do líder Palmeiras, que aparece com 36 pontos. Ingredientes para que o jogo pegue fogo não faltam. Que venha o clássico!

Casa nova

Por PEDRO LOPES

Foram várias tentativas. Durante mais de dois anos procurei um espaço para escrever sobre o Santos. Faltava estímulo, incentivo e companhia para levar um blog adiante. Faltava. Em uma das viagens para ver o Santos com o Noronha e o Fábio, os outros dois que assinam o blog, constatamos que surgiam bons assuntos nos jogos, nas mesas dos bares e no carro voltando para casa. Aqui, portanto, registraremos um pouco disso tudo: análises dos jogos, textos sobre momentos históricos do Santos, além de opiniões sobre o time e a torcida.

O blog já foi apresentado, mas quem está por trás dele ainda não. Este que vos escreve tem 18 anos, vive em Santos desde os 15 e é santista desde que se entende por gente. Aos 5 anos, "vi" o maior roubo da história do futebol brasilerio. Um crime inafiançável. Dali em diante, me acostumei a ser santista na vitória e na derrota, na alegria e no sofrimento. A redenção veio em 2002 com o título brasileiro. A imagem da torcida se abraçando e chorando depois do gol do Elano é minha melhor memória futebolítisca. Acompanho todos os jogos das sociais da Vila, mas, mesmo assim, acho que o Santos devia valorizar mais a torcida de São Paulo. Afinal, como dizem alguns, nosso time não é de uma cidade, é do mundo.

Felipe Noronha tem 19 anos, está no primeiro período de jornalismo na Metodista e é funcionário público (escravo). Nasceu em Santos e acompanha o Peixe desde criança. Nem sua rotina estafante e nem jogadores da estirpe de Rogério Seves, Val Baiano, Marcelo Peabiru e Wesley são capazes de tirar sua paixão pelo time. Recentemente, realizou um antigo sonho: depois de 14 anos de espera, encontrou Giovanni, antigo ídolo, e falou de sua importância para o Santos ao longo dos anos. Um momento único.

Fábio Peres é santista há 22 anos. Tomou gosto pelo futebol e pelo Santos através da família. Mesmo quando a fase não é boa, viaja para ver o time. Em 2008, encarou horas e horas de viagem até Goiânia. Viu o time apanhar por 4 a 1 para o Goiás. E quem disse que ele se abateu? Algumas semanas depois lá estava ele no Engenhão. Desta vez, com mais sorte. 1 a 0 pro Santos com golaço de Molina. Em resumo: é outro que não mede esforços para ver o Peixe.

O blog está aberto. Para sugestões, críticas, debates, seja lá o que for. Fique à vontade.